Bem-vindos!

Toda noite, antes de dormir, penso em vocês, e programo algo bem bonito para postar. Assim, vou dormir feliz, com pensamentos bons.
No dia seguinte, após acordar e fazer o que costumamos fazer nas manhãs, sento-me e posto algo bem bonito para vocês.
Assim, meu dia começa bem!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Mistério? mágica? Coincidência?

Bom dia!
Hoje vou contar uma história interessante que aconteceu comigo.  Uma história um pouco mística mas que no mínimo é curiosa para crentes e céticos. Para quem crê em algo superior, mais um dado. Para quem não crê, algo para se pensar.

Aqui no sítio fiz uma capela. Dizem os mineiros que primeiro se constrói para Deus, aí tudo dá certo. E foi o que fizemos. O Pedreiro me pediu para ele mesmo projetar a capela, fazer do jeito dele. Permissão dada! Assim, ele mesmo projetou a torre, o altar, as prateleiras para imagens e o chão. O que dá para ver na foto é uma imagem de São Bento em gesso, comprada pelo meu marido ainda em Cabo Frio; uma jarra pintada lindamente por Ivone, que já se foi há anos, irmã de Aloysio de Oliveira, do Bando da Lua,  cadeiras de madeira feitas por um carpiteiro que morava em Rezende e que tinha sido Padre, mas largou a batina por amor, e uma mesinha que pertenceu à Tia Ondina, minha tia avó e mais tarde à minha mãe. Nela, missais, santinhos de primeira comunhão, óculos, e uma jarra pintada a mão por uma amiga de adolescência e xará que o facebook trouxe de volta , felizmente à minha vida. Um detalhe importante: essa minha amiga do colégio ginasial teve uma única filha a qual chamou de Úrsula. Não sei se sabem mas Santa Angela foi a criadora da ordem das Ursulinas, em homenagem à Santa Úrsula. Ela só soube disso quando eu contei a ela.

O Madereiro da cidade não cobrou a cruz. Ele mesmo fez e doou de presente.  Eu queria porque queria colocar azulejos com alguma imagem , procurei quem fizesse, não encontrei, aí, também a Internet, me devolveu minha maninha Iá. Se a xará tinha sido minha amiga de ginásio, Iá era minha "maninha" de segundo grau. Outro detalhe: nós três fomos bandeirantes.  Iá mora em São Luis, e lá fui eu para aquele lugar maravilhoso rever essa mulher incrível! E lá encontrei os azulejos que queria. Réplicas de um conjunto de azulejos que está no museu, era exatamente o que eu tinha sonhado.

Mas minha Capela Cisterna (pois a caixa d´água fica sobre sua laje) ainda não estava pronta. Pintei as paredes, coloquei o crucifixo de gesso, já remendado (modelo da imagem que se encontra na Escola de Artes Visuais, presente do escultor para meu pai que pode ser visto no filme Macunaíma)  e fui colocando imagens de devoção de nossos entes queridos e relacionadas  a nossa vida: São Franciso e Santa Clara; São Longuinho, São Benedito, São Lázaro.  Eu já tinha a imagem de São Pedro, nome de meu filho, e queria porque queria imagem de São Carlos, Santa Angela.. E ainda uma via Sacra.

Pois a caminho de São Paulo, paramos em Aparecida para eu procurar as tais imagens. O marido levava de presente para os amigos duas garrafas de Cachaça. Ele ficou à sombra enquanto eu corria à loja Monalisa para encontrar os objetos que eu queria. Corri, com a promessa de ir o mais depressa possível, sem parar em outras lojas( coisa dificílima para mim) e preocupada com o marido no desconforto,claro.
Um detalhe: sou absolutamente fascinada por lojas de 1,99 e a abertura dos portos para a quinquilharia chinesa me proporcionou a facilidade de colecionar cacareco. Um dos meus prediletos é o tal do "snowglobe", globo de neve, não sei o nome em português, mas é algo que está presente em quase todos os filmes natalinos. Essa fotinha fora de foco dá uma ideia.
Pois lá fui eu para a loja com antolhos! e consegui as imagens que queria. Mas, voltando para o carro , correndo, algo me faz olhar para o lado, como que me puxando. Juro.
Olhei à esquerda, fui direto para uma loja e pesquei a ÚNICA peça do genero que havia no balcão. Estava velha, amarelada, mostrava um coração de Maria.  Agarrei a peça e perguntei o preço, os vendedores não sabiam, era velha, nunca tinham visto, e eu pedi pressa. Estabeleceram um preço cujo valor não me lembro, pois eu a compraria de qualquer jeito. Foi aí que olhei para a peça e li o que estava escrito.
O que será que significa? Não sei.  Sei que com o coração aos pulos corri para encontrar o marido. E ele, antes mesmo de ouvir a minha história contou a dele:
- Ouvi um estouro. Abri o porta-malas e as garrafas de cachaça  quebraram.

Essa pequena redoma agora fica ao lado da cama. Nada mudou mas me fez pensar.

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