Bem-vindos!

Toda noite, antes de dormir, penso em vocês, e programo algo bem bonito para postar. Assim, vou dormir feliz, com pensamentos bons.
No dia seguinte, após acordar e fazer o que costumamos fazer nas manhãs, sento-me e posto algo bem bonito para vocês.
Assim, meu dia começa bem!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Calor? Use um leque!

Bom dia !! Parece que está refrescando!
Ah.. quando lembro do meu Rio de Janeiro da infância.. raramente alguém tinha um ventilador, quanto mais um ar condicionado! A praia era próxima, poucos prédios, a brisa do mar circulava. Mas, quando o calor apertava, as mangas desapareciam e apareciam os leques. Antigamente, a bolsa de uma mulher, carregava uma "trousse" de pó de arroz, um batom, um lencinho e, claro, um leque! 
E todos se abanavam! 
Eram lindos e sortidos. 
Minha avó tinha verdadeiras joias em uma vitrine, leques antigos cravejados de brilhantes! Foram as primeiras peças a desaparecerem nos momentos difíceis.





Minha madrinha de crisma usava esses leques de pluma para adornar suas paredes. E. nos anos 70, eu mesma ressuscitei o uso de um belo leque cinza, que ainda possuo, usando-o pendurado em um cordão de metal feito para tal.
Uma coisa que sempre me fascinou foi a linguagem dos leques. Minha avó contava como eu deveria me abanar.  O engraçado é que me casei aos 21 anos e , abanando-me de modo impróprio para uma mulher casada, minha tia solteira de mais 60 anos me repreendeu avisando que ela podia se abanar assim, eu não. 

Mulheres casadas, abanam-se recatadamente, com o leque na frente do peito. As solteiras podem elevar os braços.. assim, como ensina essa senhora em um fácil espanhol. 

Leques também são lindamente usados em danças, como esta que mostro , ou em lutas marciais. Ou em um conjunto de luta e dança, como os nossos mestre-salas que volteiam protegendo a bandeira,a porta-bandeira, e usam um belo leque, acessório inicialmente essencial para esconder a navalha ! 

São lindos, não são?

Um comentário:

  1. Sobre a linguagem dos leques, minha vó também contava que as mulheres casadas, solteiras e viúvas tinham ritmos diferentes ao se abanarem. As mocinhas solteiras e faceiras abanavam-se de forma rápida e diziam por meio do leque, de longe para perto do peito: "quero já, quero já, quero já...". As casadas, solenemente se abanavam em ritmo compassado: "já tenho, já tenho, já tenho" e as viúvas se abanavam a partir do peito para fora: "já se foi, já se foi, já se foi". Apenas uma contribuição para teu post. Abraço. Pollyanas não têm idade.

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