Bem-vindos!

Toda noite, antes de dormir, penso em vocês, e programo algo bem bonito para postar. Assim, vou dormir feliz, com pensamentos bons.
No dia seguinte, após acordar e fazer o que costumamos fazer nas manhãs, sento-me e posto algo bem bonito para vocês.
Assim, meu dia começa bem!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Uma História Real

Bom dia!!
Este livro acima foi meu primeiro livro publicado, foi escrito por mim e Malu Alexim, em cima de uma história criada por mim, Malu Alexim, Susana Rosman e Monica Serpa.  Uma escrita entre amigas, um trabalho muito bom. Susana quis escrever uma peça de teatro; eu sugeri o tema, aceitaram. Uma vez por semana nos reuníamos para criar os atos da peça, eu ia pra casa e transformava a ideia em texto, o qual era lido na outra semana e melhorado. Depois da peça pronta, Malu sugeriu que a gente transformasse em livro. E foi oque fizemos. Eu escrevi na terceira pessoa o primeiro capítulo, ela na primeira. Decidimos que na primeira ficava mais legal. Reescrevemos o primeiro capítulo e assim foi. Malu passou tudo para o computador, que naquela época era diferente, e ela mesma enviou para 11 editoras. Recebemos o sim de três, mas optamos pela J.O. e foi assim que minha vida como escritora de livros infanto-juvenis começou.


Mas essa história contei no Sem Censura, nervosíssima! A editora Helena Rodarte me deu uma dica: sorria. 
Lá estava eu na TVE, em época de eleição.. Lucia Leme estava muito séria, certamente por ter em sua pauta dois temas seríssimos: um pai de um menino com leucemia precisando de ajuda e o presidente do IBOPE, Montenegro, que já apontava a vitória de Collor. 
E eu, nervosa e idiotamente segurando um sorriso pensando: que espaço posso ter no meio de temas tão sérios? Faz sentido comentar uma história solar no meio de temas tão graves?
Ao meu lado um ator , também nervosíssimo, deveria pensar a mesma coisa. 
Fiquei por último, falei o que já estava decorado, claro. E, ao final, dei alguns exemplares do livro para os participantes da mesa (Montenegro já tinha saído).
Cheguei em casa com as domésticas do prédio na janela e uns moradores aplaudindo! eh!! foi divertido. 


Isso foi a introdução. 
Tempo depois o telefone tocou. Era o pai da criança que tinha leucemia. 
- Angela, infelizmente meu filho se foi. Eu fiquei desesperado. Eu queria, eu tinha de saber em que ele estava pensando, o que ele estava sentindo. Olhei para cama e vi o seu livro. Tinha sido a última coisa que ele tinha lido. Pensei, então será que ele se foi pensando na história? Abri o livro a esmo.  Abri na página que havia um poema. Entendi então que era o que ele sentia, entendi como uma mensagem para mim, peço, então , autorização para colocar em seu santinho ..


Lágrimas vieram aos meus olhos, claro, e claro que eu disse, sim, e use o que quiser, pra sempre. 
Uma história solar, alegre, mágica, que, aos olhos daquele pai teve um significado muito mais profundo  do que o imaginado! 
O poema que o pai se referiu ,pag 41,.diz:
Voar, podemos voar!
veja, podemos vagar!
Sinto paz, sinto poder.
É arrepio, é calafrio,
Mas é repousante saber ser.
Sou ser alado, nuvem veloz,
super-herói ou balão a gás,
 não sei, só sei que sinto paz.






2 comentários:

  1. Pôxa, é emocionante saber que o menino antes de morrer leu um poema tão bonito...Parabéns Angela pelo seu trabalho...fiquei com vontade de ler o livro...e vou ler !!! Bjos

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  2. Foi muito emocionante, Norma. A gente não sabe mesmo os caminhos , os motivos que nos leva a escrever e se comunicar.

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